Nas escadarias lascivas celestes desbotadas pelo tempo. Homens estão á procura daquilo que somente algumas helenas podem dar. Naquele jardim da perdição onde Eva mordeu a maçã da luxúria infinita. Que danação eterna era ela, Eva, expulsa do paraíso porque comeu o fruto proibido até onde vai conhecimento seu contorno era um monumento ao pecado. Flor de espinho aí da minha mão se tocar fugaz imaginação do pobre rapaz que foge com cheiro de flor na mão cheiro da aurora manhã, da febre vespertina ou da dama da noite.“Senão pagar rasgarei com caco de vidro, maldito seja aquele que usar a pão duragem comigo” Reclamava Tulipa. “Trepa, goza e sai fora” Dizeres os seus impropérios que repetidas vezes, que eu escutava dentro do baixo meretrício. Mas as suas graças lembram ás várias flores desse horto da fornicação Jasmini, Hortência, Magnólia e Rosa. Eva, comandava o burlesco com descompostura. Suas celas, de tamanho suficiente apenas para se deitar, sentar e copular. Insalubres, prósperos e soturnos. Lanterna escarlate de papel pintado. Do fruto proibido ilustrado no corpo da ninfa que alva como uma neve me perdi naquela avalanche virginal de um gozo infinito que hoje sonho , ou da árvore do fruto proibido eu mordi sedento de prazer, meu pecado original foi cometido, direto ao dedo sem unha. Como se combatia um dragão indo a lua que Jorge me perdoe, mas perdi a lança no combate e voltei.
Rezam pra que o cliente seja ligeiro a faça o que tem fazer. Trepar, Gozar e Foder. Essa era a regra naquela perdição. Até quem duvida exagera acha que tudo é permitido, mas a fachada era a mesma triste e decadente, janelas cerradas quem sou eu de liberta tal ninfa como Lucrecia . Fechadas em seus silêncios pareciam
aranhas tecem suas teias pra pegar uma mosca*. Rosa foi a primeira com quem fiz...Fiz uma pequena oração naquele antro da devassidão...Freiras do gozo infinito rezarei por ti todas as noites. Não cessarei de dizeres suas graças em minhas lembranças futuras. Ninfas, adúlteras, lascivas, devedoras, beatas ninfoniacas e cortesãs do proletário, só elas me fazem tirar meus os pés do chão. Por onde minha imaginação andou. Logradouros que fui não hei de esquecer São Paulo, Paraná, Guaicurus e Santos Dumont. Graças que repetidas vezes falei em meus sonhos. Amém.
Serão elas as amazonas que João disse pra mim: ”É o Fim”.Aos berros: ”Minha religião está certa, preservamos a pureza do ser, e assim que deve ser para todo sempre o senhor Jesus Cristo está certo a vir dias duros e haverá dor e ranger de dentes...”.De repente a polícia aparece no recinto pra levar o maluco do João um sopro de lucidez , a loucura todo louco não passa de um dessidente que o homem teve já o dizem que o rapaz é doido. Esse mundo é uma loucura.
_ Que vai ser hoje menino?Disse Neide.
_ Pagar adiantado?João reclamava em tom de clemência.
_ Você acha que a zona é obra de caridade meu filho?
_ Não nunca pensei assim, não dona. _ Só achei quinze reais muito caro, foi só por isso.Então ela tirou a blusa, o sutiã, a abaixou a saia e depois calcinha sem muita cerimônia e disse:
_ Vai ficar aí olhando não tenho tempo a perder , meu!
Peguei a no colo e então tive o prazer de desfrutar o prazer do gozo perdido como nunca havia feito com algumas luxuriosas como aquela bendita Neide. Concentrei em seu cheiro, fiz minhas orações.Parecia que rezava um terço daquele bendito rosário em seu pescoço. Sou seu nosferato um vampiro do meio dia. Meu quarto de hora iam embora sem perceber, minha concentração estava boa. Mas fui de encontro ao seu corpo. Nadava como moleque no ribeirão parecia aquele pivete que aperta a campainha e dispara pela rua a correr, antes que a dona pegue e grite: ”Vem aqui seu atrevido, filho da puta!”. Saiu e não pagou.Mas mesmo assim rezou para que a polícia fosse breve.